Muito mais que a liderança
“Com a vontade de um jovem e com a sobriedade de um veterano. Assim vejo o Cruzeiro rumo ao título.”
Faltando 9 rodadas para o encerramento do campeonato, o Cruzeiro está em primeiro lugar com 54 pontos, 2 a mais que o vice-líder Fluminsense. A liderança, porém, vai muito além da notícia. Há 7 anos o cruzeirense não vive momento igual, de liderar e aspirar ao título. Cada jogador também tem um sentimento único.
Depois de 2003, o Cruzeiro voltou a liderar em 2006, mas o time caiu depois da Copa. O elenco era frágil, não dava para acreditar muito. PC, aliás, é mestre em liderar campeonato em sua arrancada; já conseguiu com o Cruzeiro, Botafogo e até com o Ceará.
Em 2008 também chegamos à ponta na 4ª rodada, mas foi só. Naquele ano o Cruzeiro foi muito regular, quase não saiu do G4, mas também não chegou a brigar pela ponta. Uma temporada mais racional que emocional.
De 2007 pra cá, o Cruzeiro obteve resultados expressivos, com classificação para a Libertadores em todas as edições. Integrar o G4 é fato para ser comemorado quando você analisa um ou dois anos isoladamente. Num horizonte maior de tempo, porém, passa a ser pouco. O Cruzeiro pode mais, e o torcedor cruzeirense sente falta disso.
Pois a briga pelo título recupera a auto estima do torcedor cruzeirense. Ser campeão Mineiro é bom, mas não nos realiza. O vice da Libertadores em 2009 transformou um grande sonho em grande frustração, e a eterna briga pra entrar no G4 (ou G3) parece meta administrativa, não vontade de torcedor.
Auto estima é a questão. Fábio está no Cruzeiro desde 2005, fez temporadas espetaculares, tornou-se ídolo, mas falta-lhe a conquista de um grande título. É o que falta para gravar de vez o nome do goleiro na galeria de heróis cruzeirenses.
Jogadores como Paraná e Henrique ainda carregam, para alguns, a pecha de jogadores de confiança do técnico. Principalmente Paraná, que surgiu em um grande clube em estágio avançado da carreira. Um título muda tudo. Eleva esses jogadores a um outro nível. Futebol eles já têm, mas a medalha de campeão brasileiro no peito muda muita coisa. Qualquer jogador sabe disso. Fabrício, por sua vez, deixou o Brasil depois de ser vice em 2002, com o Corinthians; sua vez é agora.
Caçapa, o multicampeão francês, pode ser campeão brasileiro pela primeira vez. Um novato veterano, sua empolgação parece infantil. Seus companheiros de zaga são experientes e ao mesmo tempo parecem alimentar uma vontade juvenil de ser campeão; Edcarlos, Léo, Gil e Léo Silva. Tem um quê de renegado nessa turma, e isso parece dar mais força nessa hora.
Thiago Ribeiro é o incansável desde 2008, é muito suor para não levantar uma taça de maior expressão. Jonathan, além de promessa, tem a chance de tornar-se campeão; é como deixar de ser menino e tornar-se homem.
Montillo vê sua carreira deslanchar em terras estrangeiras, e Farías vê motivação extra no que parecia a reta final de sua carreira.
Quanto ao Cuca, não precisa dizer muita coisa. O técnico foi estigmatizado injustamente como fracassado. O título seria a glória para o técnico cruzeirense. Quanto à diretoria, é notório que desde 2007 o futebol ganha atenção especial na Toca. Para quem trabalha nos bastidores, essa liderança começou com o trabalho realizado há alguns meses (ou anos).
Sinceramente, não vejo ninguém do Cruzeiro indiferente à posição de líder, indiferente à luta pelo título. Cada um tem uma motivação especial. Com a vontade de um jovem e com a sobriedade de um veterano. Assim vejo o Cruzeiro rumo ao título.
Faltando 9 rodadas para o encerramento do campeonato, o Cruzeiro está em primeiro lugar com 54 pontos, 2 a mais que o vice-líder Fluminsense. A liderança, porém, vai muito além da notícia. Há 7 anos o cruzeirense não vive momento igual, de liderar e aspirar ao título. Cada jogador também tem um sentimento único.
Depois de 2003, o Cruzeiro voltou a liderar em 2006, mas o time caiu depois da Copa. O elenco era frágil, não dava para acreditar muito. PC, aliás, é mestre em liderar campeonato em sua arrancada; já conseguiu com o Cruzeiro, Botafogo e até com o Ceará.
Em 2008 também chegamos à ponta na 4ª rodada, mas foi só. Naquele ano o Cruzeiro foi muito regular, quase não saiu do G4, mas também não chegou a brigar pela ponta. Uma temporada mais racional que emocional.
De 2007 pra cá, o Cruzeiro obteve resultados expressivos, com classificação para a Libertadores em todas as edições. Integrar o G4 é fato para ser comemorado quando você analisa um ou dois anos isoladamente. Num horizonte maior de tempo, porém, passa a ser pouco. O Cruzeiro pode mais, e o torcedor cruzeirense sente falta disso.
Pois a briga pelo título recupera a auto estima do torcedor cruzeirense. Ser campeão Mineiro é bom, mas não nos realiza. O vice da Libertadores em 2009 transformou um grande sonho em grande frustração, e a eterna briga pra entrar no G4 (ou G3) parece meta administrativa, não vontade de torcedor.
Auto estima é a questão. Fábio está no Cruzeiro desde 2005, fez temporadas espetaculares, tornou-se ídolo, mas falta-lhe a conquista de um grande título. É o que falta para gravar de vez o nome do goleiro na galeria de heróis cruzeirenses.
Jogadores como Paraná e Henrique ainda carregam, para alguns, a pecha de jogadores de confiança do técnico. Principalmente Paraná, que surgiu em um grande clube em estágio avançado da carreira. Um título muda tudo. Eleva esses jogadores a um outro nível. Futebol eles já têm, mas a medalha de campeão brasileiro no peito muda muita coisa. Qualquer jogador sabe disso. Fabrício, por sua vez, deixou o Brasil depois de ser vice em 2002, com o Corinthians; sua vez é agora.
Caçapa, o multicampeão francês, pode ser campeão brasileiro pela primeira vez. Um novato veterano, sua empolgação parece infantil. Seus companheiros de zaga são experientes e ao mesmo tempo parecem alimentar uma vontade juvenil de ser campeão; Edcarlos, Léo, Gil e Léo Silva. Tem um quê de renegado nessa turma, e isso parece dar mais força nessa hora.
Thiago Ribeiro é o incansável desde 2008, é muito suor para não levantar uma taça de maior expressão. Jonathan, além de promessa, tem a chance de tornar-se campeão; é como deixar de ser menino e tornar-se homem.
Montillo vê sua carreira deslanchar em terras estrangeiras, e Farías vê motivação extra no que parecia a reta final de sua carreira.
Quanto ao Cuca, não precisa dizer muita coisa. O técnico foi estigmatizado injustamente como fracassado. O título seria a glória para o técnico cruzeirense. Quanto à diretoria, é notório que desde 2007 o futebol ganha atenção especial na Toca. Para quem trabalha nos bastidores, essa liderança começou com o trabalho realizado há alguns meses (ou anos).
Sinceramente, não vejo ninguém do Cruzeiro indiferente à posição de líder, indiferente à luta pelo título. Cada um tem uma motivação especial. Com a vontade de um jovem e com a sobriedade de um veterano. Assim vejo o Cruzeiro rumo ao título.

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